O Banco Central Europeu (
BCE) decidiu subir as
taxas de juro diretoras para travar a inflação na zona euro, sendo esta a segunda vez que tal acontece desde o início da guerra no Médio Oriente. O resultado será o aumento das taxas Euribor e, consequentemente, das
prestações do
crédito habitação. Está à vista, perante este cenário, uma nova onda de renegociações de empréstimos, antecipa Tiago Vilaça, presidente da Associação Nacional de Intermediários de Crédito Autorizados (ANICA).
“Vamos voltar a ter muito trabalho de renegociação e transferência de casa. A aquisição ainda continua a ser o produto principal, mas, com o aumento dos combustíveis e do cabaz alimentar, é perfeitamente natural que aconteça. Não tenho dúvida nenhuma de que se vai sentir nos orçamentos das famílias”, diz
Tiago Vilaça, citado pelo
Jornal de Negócios.
O representante dos intermediários de crédito recorda que a renegociação de créditos habitação ganhou força também durante a guerra na Ucrânia, com os vários bancos centrais – entre eles o BCE – a subirem as respetivas taxas de juro de referência, o que levou a uma rápida subida das Euribor. Um fenómeno que se tenderá a repetir, com a guerra no Irão a manter-se por tempo indefinido.
“Vamos começar a ver as famílias a começarem a antecipar o impacto na prestação e a verem se vale a pena passar para a taxa fixa”, antecipa Tiago Vilaça, deixado um aviso: “Vai retomar o tema da renegociação”.
Artigo visto em (Jornal de Negócios)